sexta-feira, 13 de julho de 2012

COLUNA POLÍTICA DIRETO DE CARUARU.


(*)

O “muído” continua no Campo das Princesas.

Jantar indigesto...

 ...O ocorrido na noite desta segunda-feira, 09 de julho, entre a Presidente Dilma Rousseff e os Governadores de Pernambuco Eduardo Campos e do Ceará Cid Gomes, ambos do PSB. No cardápio a crise institucional gerada com os últimos acontecimentos envolvendo o PT e o PSB, especialmente nas cidades de Belo Horizonte, Fortaleza e Recife, onde entreveros locais levaram as duas legendas para campos opostos, motivando o PSB a firmar alianças com adversários veniais do petismo, entre eles os Senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

A toda prova.

Um dia depois do encontro com Cid Gomes (PSB-CE) e Eduardo Campos (PSB-PE) Dilma se reuniu com o Vice-Presidente Michel Temer (PMDB) consagrando o partido de Temer como seu principal aliado em 2014. Com o gesto Dilma mata dois coelhos numa cajadada só; prestigia o PMDB por conta do imediato apoio à candidatura petista em Belo Horizonte ( diante do rompimento do PSB, como o feito em Recife) e desqualifica qualquer dúvida dos peemedebistas em relação a um possível favorecimento do Planalto ao PSB.

No gatilho.

Na presença do presidente nacional do PT, Rui Falcão, Dilma reafirmou o apoio do Planalto ao deputado potiguar Henrique Eduardo Alves (PMDB). Dilma responde na mesma moeda a decisão do Governador pernambucano em lançar nome próprio de seu partido ao governo municipal de Recife contra o candidato petista Humberto Costa, Senador eleito na chapa encabeçada por Eduardo Campos em 2010.

O que a gente disse?
A cada dia que passa, ficam mais evidentes as pretensões do Governador Eduardo Campos de compor uma chapa majoritária nas eleições presidenciais de 2014, e sabendo das poucas chances que teria com o Partido dos Trabalhadores, que vê no PMDB a sua menina dos olhos, Campos ensaia desde meados do ano passado sua migração para o campo das oposições.

O que dizem em Brasília.

 Nos bastidores do poder afirma-se que a debandada do PSB em Minas foi uma ação orquestrada entre Eduardo Campos e o Senador Mineiro Aécio Neves para alijar o Partido dos Trabalhadores da chapa que concorre à reeleição do Prefeito Márcio Lacerda (PSB) ao governo municipal de Belo Horizonte.

Motivações.

O que concorreu fortemente para essa decisão de Eduardo em ambicionar a vice-presidência numa coligação oposicionista foi o fato de a então candidata Dilma Rousseff compor com o PMDB, não contemplando a região nordeste em sua vice, indicando um paulista para o cargo, Michel Temer. Na concepção de Campos, uma possível chapa composta por um nome nordestino teria grandes chances de reverter o favoritismo petista na região que, em termos proporcionais, foi a que mais votos creditou à Dilma na eleição anterior.

O rugido de Ideli ecoa no Recife.

Ao passo em que a Presidente Dilma se articulava para os projetos futuros do PT e do PMDB, a Ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti clamava pela pronta adesão da militância petista do Recife na campanha de Costa afim de ‘derrotar’ o candidato de Eduardo Campos, Geraldo Júlio, escolhido ao apagar das luzes do período máximo das convenções que era 30 de julho.

As farpas de Júlio ao PT.

No ato de lançamento oficial da candidatura do PSB ao governo do Recife, o candidato Geraldo Júlio declinou do tom pacifista dos primeiros atos de campanha e soltou farpas contra os petistas pernambucanos, enumerando para os presentes o bloco de apoio angariado por ele entre senadores, deputados federais e estaduais, além de vereadores da capital pernambucana: "Eles estão todos unidos porque escolheram o caminho do bem, sem brigas. A nossa briga é só uma: brigar pelas melhorias do povo. Já passou o tempo de ficar brigando um com o outro para ver quem consegue isso ou aquilo para si, brigando para ver quem vai ser prefeito. A nossa briga é pelo povo! Por isso estamos unidos."

Aonde Júlio vai, Eduardo vai atrás...

No ato público da noite de quarta-feira, na Guabiraba, zona norte do Recife, o candidato Geraldo Júlio não pode contar com a presença do padrinho político o Governador Eduardo Campos, que estava em atividades do governo do estado, mesmo assim, Campos gravou vários vídeos de apoio à Júlio que serão usados nos eventos em que não poderá participar.
C’est-fini da coluna.

O ruído entre os Palácios do Planalto e do Campo das Princesas respingará no estado de Pernambuco?

*Por Ednaldo Jr.
Professor de Geografia, Sociologia e Atualidades em Pernambuco
e na Paraíba e colunista do Mala Política.



2 comentários:

  1. Eduardo tá apostando no guia da tv, vamos ver se ele vai saber lidar com essa situação e se os correligionários saberão trabalhar com a ideia de ter que ir no limite para chegar ao segundo turno. A coisa toda poderá ser voto a voto

    ResponderExcluir
  2. Obrigado pelo comentário amigo João e participe sempre!

    ResponderExcluir

Fique a vontade para comentar em nosso blog ou no Facebook. Evite palavrões e ofensas aqui.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...