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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

UMA NOVA CHANCE, UM NOVO TEMPO?

Um comentário:

COLUNA POLÍTICA DIRETO DE CARUARU- EDIÇÃO ESPECIAL


Fechadas às urnas e tomadas às ruas pelos militantes das duas principais coligações que polarizaram o processo eleitoral de Santa Cruz do Capibaribe, popularmente chamadas de Taboquinhas, encabeçada pelo Deputado Federal José Augusto Maia (PTB) e, os ditos Bocas Pretas, liderados pelo Deputado Estadual Edson Vieira, eis que o espirito da mudança tomou conta dos munícipes desta bravia terra, o que fez com que vieira fosse sagrado Prefeito com uma consistente maioria de votos, que orbitou a casa dos 6% sobre a candidatura de José Augusto que liderava o grupo que vinha de uma série de três mandatos consecutivos tendo ele  os dois primeiros mandatos e este último do atual prefeito Toinho do Pará. O resultado final vem bater prontamente com as pesquisas projetadas por este blog no início do final de semana.

Com a eleição de Edson, um novo ciclo se inicia em Santa Cruz, marcado pela mudança na gestão pública municipal onde aquilo que se espera agora é que as promessas e compromissos assumidos em campanha sejam não mais o elemento de um discurso de campanha, mas, postos em prática de modo a permitir que a cidade possa efetivamente respirar os novos ares da mudança, tão propagados por aqueles que se sagraram eleitos no pleito de 2012.

É hora de arriar as bandeiras partidárias, desmontar o palanque e reconhecer que o candidato da alguns se tornou o mandatário de todos, portanto, os destinos de nossa terra estão intimamente atrelados aos rumos dados por Vieira à prefeitura de Santa Cruz no quatriênio 2013-2016.

Edson tem um grande desafio pela frente, visto que a população creditou a ele a condição de ser o instrumento de transformação do que hoje tanto a cidade prescinde e almeja para os próximos anos. A saúde e a infraestrutura são os calos de Vieira e de sua equipe para a gestão municipal.
Ao que nos parece, essa chance dada ao prefeito eleito Edson Vieira é um sinal, mais ainda, um aviso, de que daqui por diante inicia-se o ocaso de algo que durante muitas outras colunas ativemo-nos a defender; que essa nova mentalidade política de nossa gente florescesse como o girassol de um novo amanhã, onde a cegueira política que relegava essa terra ao ostracismo  parece agora começar a ser curada, o que demanda o nascer de um tempo novo onde partidarismos torpes, que não coadunam com os interesses coletivos de um povo que, mais que de politicagem, carece de políticas públicas capazes de assegurar o bem estar de toda a sociedade.

Cumpram-se as promessas, efetivem-se os projetos de mobilidade urbana, de infraestrutura, de melhoria da qualidade da saúde, educação, limpeza e que um novo tempo de desenvolvimento e paz se instale na capital das confecções, e cobremos a efetivação daquilo que foi promessa e de que agora prescinde em ser tornado realidade, para o bem comum de nossa maior bandeira, Santa Cruz do Capibaribe.  

Professor Ednaldo Jr



sexta-feira, 5 de outubro de 2012

COLUNA POLÍTICA DIRETO DE CARUARU!

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É CHEGADA A HORA
Estamos na contagem regressiva de para nos depararmos com a verdadeira pesquisa; a das urnas. Domingo que vem mais de 138 milhões de brasileiros de 5.563 dos 5.565 municípios brasileiros irão às urnas para eleger prefeitos e vereadores de todo o país que representarão nossos interesses nos parlamentos mirins e nos palácios municipais pelos próximos quatro anos. Mas, o que esperamos destes agentes políticos que pleiteiam tão importantes cargos eletivos? Será que estamos afinados com nossa consciência e com as necessidades de nossas cidades?

OS RESULTADOS!
Fechadas às urnas, emitidos os boletins de votação, reunidos e totalizados os votos, os candidatos de alguns serão a os representantes de todos, portanto, deverão ser aparadas as arestas, desmontados os palanques e iniciados os processos de transição de governo, isso para os casos de prefeitos eleitos para o primeiro mandato, e para aqueles reeleitos cumprir os prazos institucionais, reorganizar a estrutura municipal e permitir a tranquilidade e a continuidade das ações.

A COR DO ARCO-ÍRIS
As cores que estamparam as ruas de todo o país, nesses quase três meses de campanha, se unirão num grandioso arco-íris, onde o que mais importa é a resolução dos problemas mais prementes da população; a infraestrutura das ruas, os médicos e clínicas prometidos, os projetos de mobilidade urbana e de meio ambiente apresentados deixarão de ser metas de campanha e deverão ser colocados em prática, tornarem-se exercício pleno dos eleitos em escala nacional.

UMA NOVA CONSCIÊNCIA!
Em nível local, apesar de ainda distantes de alcançarmos um nível de politização que sepulte fanatismos, destrone os deuses construídos a custa de um populismo incongruente e inconsequente que nos conduzam a uma condição plena de reflexão sobre o papel de cada um de nós nesse processo constante de construção de uma sociedade santa-cruzense, mister se faz que elejamos um postulante comprometido com zelo e a responsabilidade para com o bem público. Para isso é necessário que escolhamos gestores probos, dignos de nossa confiança, portadores não apenas de uma ficha limpa, mas de uma vida limpa e uma conduta ilibada, de cujo signo maior seja a defesa de uma nova mentalidade para gerir nossa cidade, seus destinos, seus recursos.

POR AMOR À SANTA CRUZ
Reflitamos sobre aquilo que foi discutido pelos postulantes ao cargo de prefeito, o que sugeriram, defenderam e, ainda mais, prometeram aos eleitores desta terra, cobremos daquele que for eleito que sejam derrubadas as bandeiras partidárias e erguidas a bandeira mais importante todas, a de Santa Cruz do Capibaribe, esta sim a legítima bandeira que devemos honrar e estampar em nosso peito em nossas casas, com aquele mesmo orgulho que nutre e alimenta a todos os pernambucanos.
Salve a festa da democracia, salve a liberdade, o voto e uma Santa Cruz livre, livre!

Prof. Ednaldo Jr

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

O que não cega, mata

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COLUNA POLÍTICA DIRETO DE CARUARU- EDITORIAL


Quando a política for debatida em cima de propostas, e ideias forem o cerne de todas as discussões, quando o bem do povo for o único elo e o único fim das disputas por cargos, quando não houverem partidos, mas, UNIDOS pelo bem e pela dignidade humana dos menos abastados, nesse dia, teremos atingido o topo da maturidade social e a independência de que tanto falamos, desde 1822, e da qual nunca provamos!

Enquanto o barulho ensurdecedor das ruas inflamadas por seus grupos e militantes nos desperta e embala nossos piores pesadelos de submissão, temos a impressão de viver em um universo paralelo, outro mundo em que as leis não se impõem ou pouco se aplicam, onde as regras não valem, o respeito é quimera e a permissividade reina imperiosa como aqueles que dela se valem, bem como se apossam de nossa quiescência pouco operosa e suficientemente estulta, eles mesmos, os poderosos reis deste mundo de incongruências que constitui elemento certo de nossas aterradoras impressões sobre mandos e desmandos que a ditadura branca oficiosa, mas com poderes oficiais, arvora sobre todos os seus súditos.

Esse ambiente quase paranormal, doentio, que inebria e alucina, que fulmina e aliena até os dotados de um saber que repercute apenas condição e não qualidade, há quase uma síndrome que se esvai pelo ar e que como tal, se espalha rapidamente e toma conta de todos pelas ruas, vertendo-nos de seres constituídos de um saber questionador e detentores de um passivo mínimo de racionalidade em zumbis guiados por seus caprichos e absurdos. Neste meio termo, neste mundo de sombras nos vemos mergulhados, afogados, sufocados.

Nessa terra infortuna, os erros são alijados de seus promotores e transferidos para os que ousam questionar seus efeitos, o que os acarreta e como se desdobram. Nesse cenário, a morte se pontifica como a papisa soberana de nossos frágeis destinos, até porque não importa de que se morre; por negligência ou por falta de estrutura/instrumentos, ou todos os fatores anteriores combinados, pois como em um “Morte e Vida Severina” moderno, não importa de que se morre, se aquele era o dia em que operosa senhora de nossas horas era chagada. Seja para os mais experientes, que perdem a vida sem o socorro de um medicamento controlado que não se distribui, pela falta de equipamentos elementares ou de um meio que possa ser usado para evitar que uma vida, ainda prímeva, fosse ou venha a ser perdida de maneira tão aviltante, evitando-se que as lágrimas de uma cidade inteira lavassem de dor os ladrilhos dos caminhos que a todos os recantos levam, inclusive aos campos santos, terra crua, lastro frio e berço terno dos que perderam seu último sopro de vida lutando contra o maior dos inimigos; o descaso com o bem público, que por ser de todos a ninguém pertence, e talvez por isso, a ninguém venha competir responder civil e criminalmente por tais abusos, que nos entorpecem o peito de dor, lamento, frustração e revolta.    

Mas se “essa é parte que me cabe nesse latifúndio”, de que me queixo? De que me lamento? Ora, não somos os que defendemos a perpetuação das coincidências indefensáveis, a banalização dos direitos humanos, direitos estes inalienáveis e que não têm idade, cor, gênero, mas que tem sangue, vida. Aquela mesma, Severina, de que trata João Cabral de Melo Neto em obra célebre, igual a todos nessa vida, e que de tão igual submete crianças, idosos, grávidas, e tantos e tantos a um mesmo destino, Severino em sua dureza e em seu ocaso; a cripta fria de uma câmara ardente, funesta, sôfrega e onde a imagem pálida dos que perecem deixará para trás uma certeza; estamos cegos, ou mortos!


domingo, 16 de setembro de 2012

Política Direto de Caruaru - Editorial

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EU VOTO NO PARTIDO?!

Nossa debilitada mentalidade política brasileira está muito longe de poder ser chamada de democrática, participativa ou coisa do tipo. Somos tão doentes e dependentes daqueles que se locupletam do poder, e dele não aceitam sair, que deixamos de viver ao nível da tolerante coerência e beiramos a insanidade plena ao desbravarmos as ruas em piquetes de arruaça que afrontam não apenas os adversários, mas toda uma sociedade, e tudo isso porque somos medi0cremente induzidos a agir assim desde que os patrícios portugueses aqui aportaram, lá por 1500. Desde então, aprendemos que política se faz com deslealdade, falta de ética e respeito ao concorrente e seus coligados, fomos adestrados a repetir gestos e atitudes que mais nos aproximam de animais irracionais do que de seres pensantes e dotados do mínimo de consciência e respeito.

A política é o exercício soberano da cidadania, é uma festa que deve ser espontânea do povo e não manipulada por aqueles que fazem da pirotecnia um instrumento devassador de ideias e fomentador de discórdias e intolerâncias entre seus ferrenhos defensores, que se travestem de partidários, mas de nada passam que não de capachos dos interesses escusos e dos caprichos personalistas de políticos pobres na prática na ação militante em benefício daqueles a quem arvoram representar, sem conteúdo a oferecer.

Enquanto as ruas se entopem de carros, motos, bicicletas e até animais de transporte ornados em trajes que ostentam essa ou aquela cor, os guias eleitorais pouco ou nada propõe de novo e nessa condição, nos desvela que os próximos gestores nada trarão de melhoria à qualidade de vida de nossa gente. Enquanto isso crianças morrem nos hospitais por falta de estrutura adequada, pessoas perdem a vida em acidentes de transito provocados pela precariedade de nossas estradas ou por falta de uma gestão contundente e responsável do transito que não crie, mas que apenas coloque em prática o código brasileiro de transito que já existe e que precisa ser plenamente posto em prática, a fim de outras tantas vidas não sejam ceifadas pelo espirito da impunidade cega, ou serviu, das autoridades paroquianas.
Enquanto a cidade sucumbe à crise estrutural de que é vítima pela sanha irresponsável de grupos que se degladiam como os bárbaros romanos, nossos ouvidos são aturdidos pela frenética repetição de jingles pouco criativos, bastante ofensivos e nada propositivos que repercutem nomes, siglas, falas e farsas, enquanto que aquilo que é realmente esperado não vem; o compromisso público de mudança do atual cenário de ostracismo pelo qual passa a Capital das confecções, ou será que apenas este colunista percebeu que a feira vem decaindo semana após semana, que as vendas nunca foram tão diminutas e que nunca tivemos tantos prejuízos como os acumulados por boa parte dos feirantes ao longo dos últimos meses? E onde estavam os três parlamentares da cidade? O que fizeram para reverter esse quadro?

A resposta é muito simples, estavam defendendo seus interesses pessoais e de seus grupos, buscando nomeações, fechando parcerias e coligações, ampliando bases e horizontes e legando Santa Cruz àquilo que ela é e sempre foi, altaneira no trabalho independente das centenas de confecções, empresas e equipamentos comerciais que, estes sim, nutrem e sustentam a economia regional, não fosse assim, estaríamos ainda piores do que estamos.
Política se faz com dignidade, com respeito ao povo, sobretudo, com debate de ideias e com a união de todos pelo bem comum dos mais necessitados, sem rancores nem assaques pessoais, esse sim é o jeito certo de fazer política, infelizmente algo difícil, quiçá, impossível de algum dia se ver por essas bandas, enquanto isso continuamos testemunhando os absurdos que a politicagem vil e gratuita tem nos oportunizado eleição após eleição.

É lamentável, mas é a realidade.

(*) Prof. Ednaldo Jr. (colunapoliticadiretodecaruaru@gmail.com)

Política Direto de Caruaru

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Eduardo e uma resposta difícil.
Este colunista esteve conversando rapidamente com o Governador Eduardo Campos, em evento político na última quarta-feira, 12, em Caruaru. Quando perguntado quanto a sua tão esperada “vinda” à Santa Cruz, ele foi reticente; “amigo, não me faça perguntas difíceis”.
Afinal, ele vem ou não vem?!


O PT contra ataca e bate forte em Geraldo Júlio.
Bastaram os números das pesquisas confirmarem o que as ruas do Recife já devam conta, a queda assombrosa de Humberto Costa (PT) nas intenções de voto do eleitorado, para que o contra-ataque da campanha petista viesse imediatamente; desde a semana passada que o guia de Humberto assaca o candidato do PSB, que lidera as pesquisas e já abre uma margem média de sete pontos do petista.
Defesa ou ataque? O que fazer Geraldo?


Até onde vai a “coerência política”?
Nunca uma campanha registrou tamanhos sobressaltos de incoerência em Santa Cruz do Capibaribe como essa de 2012. Mas o cúmulo dos cúmulos foi um dos candidatos levar ao conhecimento público o relato de um jovem que afirmou ter “pulado”, porque não teve um pleito seu atendido pelo candidato oponente, o pior vem agora, o pleito teria sido um ingresso para um evento que estaria acontecendo na cidade. Diante deste cenário, ocorre-nos uma inquietação: oferecer benefícios a pessoas, em época de campanha, não é crime? Quem errou então, o que não deu e perdeu o voto ou o que acolheu o eleitor insatisfeito com o mimo negado?
Prefiro não comentar!


Guerra dos Paredões.

E por falar em excessos de campanha, nada mais desrespeitoso com a maioria dos santa-cruzenses e aqueles que vem visitar essa terra do que a verdadeira “guerra” de paredões, grandes estruturas de som puxadas por reboques em diversos tipos de veículos na cidade, e que se tornaram uma febre que marca a campanha desse ano na capital das confecções. O barulho ensurdecedor que vara os dias e as noites ignora pessoas idosas, convalescentes, crianças e até mesmo aqueles que enfrentam a dor da morte em suas famílias na cidade e região. O mais aterrador é que enquanto os tais ‘paredões’ esbravejam insultos e calúnias aos quatro cantos de Santa Cruz, o que é mais importante não se discute; os projetos e compromissos dos três postulantes à prefeitura.
Isso é o que difere política de politicagem!



Lula, Eduardo e um almoço bem indigesto.

O governador Eduardo Campos foi chamado a São Paulo, pelo ex-presidente Lula, para um almoço. O encontro tem como prato de entrada a estagnação da candidatura de Fernando Hadad, ex-ministro da educação e ungido por Lula à condição de “seu” postulante a prefeitura paulista. Nessa conjuntura, mesmo com a relação estremecida com o chefe do Campo das Princesas, Lula foi forçado a abrir guarda, aparar as arestas surgidas com a crise PT/PSB de Recife, Fortaleza e Belo Horizonte, e trazer Campos para tentar alavancar o nome de Hadad junto ao eleitorado nordestino (especialmente o pernambucano) que reside na cidade de São Paulo. O grande problema é que na aba de ambos assurgem os dois principais concorrentes ao pleito no Recife, Humberto Costa do lado de Lula, e Geraldo Júlio com Eduardo Campos, cada um querendo tirar o máximo de proveito do encontro e posar como afilhado do rei nos guias de segunda-feira.
Até Lula se rende a Eduardo?!


LULA ERA O CHEFE, DIZ VALÉRIO!

E por falar em Lula, informações veiculadas em uma revista de circulação nacional dão conta de que o empresário Marcos Valério, principal articulador do escândalo denunciado pelo ex-deputado Roberto Jeferson (PTB) e que ficou conhecido por mensalão, lança na fogueira o nome do ex-presidente Lula, até então blindado por todos os denunciados ligados ao PT, quando afirma ainda que extraoficialmente, que o ex-presidente era o chefe do esquema que desviou recursos públicos para comprar votos de parlamentares a fim de que estes votassem projetos de interesse do governo.
Então LULA sabia?!

(*) Prof. Ednaldo Jr.

Entre em contato com a redação da coluna e participe, sugira, envie notícias de sua cidade, seu bairro ou mesmo críticas, enfim, participe você também da coluna por e-mail: colunapoliticadiretodecaruaru@gmail.com

domingo, 9 de setembro de 2012

Política Direto de Caruaru

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DE VOLTA ÁS ORIGENS
Após algumas semanas devotando colunas reflexivas sobre a dinâmica política em âmbito geral, a Coluna Política Direto de Caruaru volta às origens, tratando dos acontecimentos que permeiam a vida e a cena política da Capital do Agreste e região.


AGORA É ZÉ, DIZ O IBOPE.
Na pesquisa encomendada pela TV Asa Branca ao IBOPE, confirmou-se aquilo que as ruas já demonstravam, a repentina subida do candidato da coligação “Caruaru com a força do Brasil” José Queiróz, que aparece com 47% das intenções de voto, contra 40% da candidata Mirian Lacerda da Coligação Caruaru em boas mãos”, tendo ficado em terceiro lugar o candidato do PSOL Fábio José com apenas 2% da preferência do eleitorado caruaruense. Restando ainda 5% de eleitores indecisos dentre os entrevistados pelo instituto de pesquisa.
Zé tá sorrindo a toa!


SERÁ?
Corre nos bastidores políticos de Caruaru a informação de que o vice Governador João Lyra e toda sua prole seguem fazendo campanha velada para a candidata do DEM Miriam Lacerda. Em junho, a família Lyra formalizou a debandada da frente liderada por Zé Queiróz.
Que cenário se desenhará para a família Lyra em 2014?


EDUARDO MAIS FORTE QUE LULA?

Em pesquisa recente, feita por uma emissora de rádio e um portal de notícia do Recife, o Governador Eduardo Campos (PSB) é a personalidade política mais forte em nível de estado, superando a influência nacional do ex-Presidente Lula (PT). Segundo os dados da pesquisa, Eduardo lidera o hall das personalidades mais influentes de Pernambuco com cerca de 46% do total, enquanto que Lula aparece com 43% de poder de liderança no estado.
Mais um leão do norte ruge na cena política brasileira.


VIOLÊNCIA ASSUSTA MORADORES DO MAURÍCIO DE NASSAU!

Nas últimas semanas uma onda de violência tem sido observada no tradicional bairro de classe média Maurício de Nassau, em Caruaru. Na quarta-feira passada um latrocínio vitimou uma das personagens mais populares da cidade, o funcionário público Júlio César Deda Pacheco, 58 anos, “o Ximbica”, morto com um tiro fatal durante uma tentativa de assalto quando o mesmo chegava à casa da mãe para se confraternizar com os demais familiares pela passagem do natalício da mesma. O crime chocou todos os caruaruenses e câmeras de segurança da região onde ocorreu o crime registraram o momento da abordagem do criminoso.
Até quando vidas inocentes pagarão pela ineficiência dos órgãos do estado?!


HUMBERTO EM QUEDA LIVRE...

Nunca antes na história deste país um candidato perdeu tantos votos, mesmo tendo o apoio resgado do megastar Luís Inácio Lula da Silva como o senador e candidato à Prefeitura do Recife Humberto Costa (PT). Assombroso mesmo é a repentina ascensão de Geraldo Júlio (PSB) junto à opinião pública graças ao apoio do governador Eduardo Campos, que fez de um ilustre desconhecido o preferido na opinião dos eleitores recifenses, o que exprime uma prévia do que será o processo sucessório de 2014.
Na corrida pelo Planalto, Eduardo surge como páreo duro!

Prof. Ednaldo Jr.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Política direto de Caruaru

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O Brasil do Faz de Contas.

Os anos turvos da ditadura no Brasil deixaram marcas profundas no seio da população, temerosa de que os grilhões daquele nefasto período de nossa recente história possam ser erigidos novamente. A cada aceno nesse sentido, tememos que um ato de intolerância mais agudo, remeta-nos à um novo turbilhão de crises sociais, políticas e institucionais que nos mergulhe outra vez nas brumas da perseguição que, outrora, reinaram em nossa pátria.

O que vimos esses dias, e até mesmo do que fomos vítimas neste espaço, deu-nos a certeza de que vivemos uma crise de identidade em nossas instituições, onde o entendimento desse ou daquele agente de poder se arvora soberbamente acima do bem e do mal, portanto, submetendo aqueles que se valem do direito líquido e certo, e mesmo constitucional, de externar suas considerações e compreensões dos eventos de ordem social e coletiva às tratativas de que entendem tais entes estarem sob suas orientações a máxima decisão.

A crise moral porque passa o Brasil nos últimos tempos nos lega a vários questionamentos sobre o que a organização política do Estado brasileiro versa como ordem expressa, levando-se em consideração que leis e medidas punitivas têm peso e rigor para uns e não para outros, deixando impactado e confuso o povo brasileiro, que vê e ouve falar de leis, de Propostas de Emendas a Constituição (PECs) e outras tantas regulações permitidas e permissivas, mas que não se confundem com os ideais defendidos por seus formuladores e por aqueles que nas ruas, tribunas e logradouros defenderam reformas profundas no código eleitoral brasileiro, visando banir definitivamente da cena pública atores políticos marcados por desvios de conduta ética e moral. Um exemplo disso é a Lei da Ficha Limpa, que existe de fato, porém questiona-se em seu direito, pois comum está sendo ver indivíduos que por esta ou aquela conveniência, tiveram mandatos e postulações a cargos eletivos subtraídos pelas cortes eleitorais do país, desde as mais altaneiras, até as provincianas comarcas do interior do país. Na contramão desse processo, amontoam-se agentes políticos que tentam se escudar de um passado tenro à custa de alegações jurídicas que deixam um ar de questionamento quanto ao mérito de tais citações.

A lei da ficha limpa deve ser vivida na sua essência, e não como algo alegórico e meramente eivado de simbolismos vis e inconsistentes em sua aplicabilidade. A ideia de uma política limpa, sem manchas e despida da ganancia desvairada de uma meia dúzia de pelegos que incham os palácios e parlamentos do Brasil, parece ainda muito distante de nossa realidade tupiniquim, o que nos infere a certeza de que a verdadeira reforma política deste país nascerá de nossa parte, o eleitorado, ao recorrermos ao que temos como maior e mais significativa arma em nossas mãos contra tais desmandos; o voto, ainda livre no Brasil que vivemos e defendemos.


Prof. Ednaldo Jr. 

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Política Direto de Caruaru

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A REPÚBLICA DOS ESQUECIDOS. (*)

Mais uma vez os nossos ouvidos são tomados pelo alvoroço dos trios, reboques e caixas amplificadoras que estrondam pelo tempo afora os bordões e jingles de campanha que exaltam miticamente pessoas que são tornadas a própria igualdade de Deus, nunca sua semelhança. É a hora de ouvirmos novamente um recital de promessas requentadas da campanha passada, essas que já eram um arranjo da anterior, e assim sucessivamente. Somos filhos de uma república de alienados e estultos, esquecidos de toda sorte daquilo que nos prometem para que em seguida nos devotemos em cobrar sua execução plena, e assim nos depararmos com a melhora da qualidade de vida da população.

Se agíssemos com zelo e providencia, e se não fossemos movidos pela emoção desmedida da razão, teríamos condição de discutir propostas e não futilidades, projetos e não amenidades. A ordem política e a lógica coletiva sugerem uma discussão isenta dos problemas da cidade, das dificuldades que a tomam e das necessidades que se erguem no cotidiano, mas, para a maioria dos laicos na construção do pensamento ideológico social, resta apenas acorrer às ruas em ritos de arruaça que afrontam opositores e expõem inocentes à violência desnecessária, vil e intransigente, comum aos destituídos da capacidade cada vez mais singular de se defrontar com o contraditório.

Esquecemos-nos dos hospitais abandonados, das ruas em crateras, dos serviços ineficientes que legam ao abandono centenas de munícipes, que nutrem os cofres do erário público em seus tributos e vêm-se vilipendiados em seus direitos mais elementares por aqueles que, eleição após eleição, vale-se da nossa amnésia política para inebriar-nos com a pirotecnia de seus comícios e carreatas para entulhar-nos de novo das mesmas velhas promessas, que exaurido o período eleitoral serão sepultadas no funesto baú do esquecimento, até que a próxima eleição chegue e, novamente, as ruas sejam tomadas pela militância partidária para mais uma vez termos os mesmos e repetidos ruídos que não cessam em ecoar aos quatro ventos sem semear nenhum fruto benévolo para nossa terra e nossa gente.

Somos uma república despossuída de memória, especialmente da memória política, aquela que tem o dever de cobrar e exigir dos gestores a solução dos mais prementes desafios de nosso coletivo, pois é mais conveniente seguir manifestações politiqueiras, banhadas em mares de bebidas alcóolicas distribuídas indistintamente a crianças e jovens, alvos mais vulneráveis do tecido social. Até quando suportaremos os descalabros de maus gestores? Até quando seremos testemunhas da inércia que letarge e da paixão política que fulmina a todos?

Essa pergunta inquieta-nos, mas, ocorre-nos manter-nos perseverante na luta por compreender como sanaremos tais dificuldades que se avolumam sem possibilidades próximas de serem solucionadas. Tais indagações cabem a mim e a você respondermos, até quando?

(*) Prof. Ednaldo Jr.

domingo, 19 de agosto de 2012

Política Direto de Caruaru

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(*)
A Política e a Liberdade.

"A liberdade política é a condição prévia do desenvolvimento econômico e da mudança social" afirmou certa vez John F. Kennedy, ex-presidente norte americano, considerando que não há desenvolvimento que se sustente sem que haja uma mentalidade renovada da classe política quanto ao papel exercido por esta enquanto elemento de construção identitária dos princípios norteadores da ética na sociedade contemporânea.

A cidade é o ponto de partida de toda intervenção política, de suas ações, e carece, via de regra, de um conjunto de investimentos que sugiram mecanismos capazes de produzir transformações profundas na estrutura física, cultural e produtiva desta, e somos nós, agentes constituintes do tecido social, os principais responsáveis por deflagrar esse processo de mudança que urge em ser posto em prática.

Pensar-se enquanto cidade, vivenciar seus problemas, discutir seus desafios e exigir a resolutividade dos mesmos é premissa fundamental para que um novo tempo se estabeleça. Somos políticos natos, não quanto às nossas convicções partidárias, mas por nossa própria condição de operadores do processo social, aqueles que diretamente são favorecidos ou atingidos por seus dramas e desafios.

O que é liberdade política? Como pensar nisso numa terra em que os agentes políticos não são humanos, e sim deuses, pessoas acima do bem e do mal, destituídas de qualquer mácula ou desvio para os seus defensores, enquanto que os oponentes são demonizados e escarnecidos como escória sem nenhum valor humano e moral?

O berço de nossa identidade é a cidade, e é dela que devemos cuidar, vergar-nos sobre seus problemas, lutar para que sejam sanadas as carências que demandam as periferias, a zona rural e os setores fundamentais da economia local, especialmente numa terra em que os ventos ecoam os ares do trabalho que não permitem cessar o ruído das máquinas que, como uma sinfonia ao progresso, alavancam a força e a determinação de nossa gente, porém, não vemos esse mesmo ímpeto em nossos representantes que legam aos quatro cantos um amor inarredável à capital das confecções, mas, na prática, tal sentimento, pouco ou quase nada arregimenta nos altos escalões dos governos estadual e federal sufrágios em favor desta que é uma terra abençoada e Santa até no nome.


(*) Prof. Ednaldo Jr

sábado, 18 de agosto de 2012

ELEIÇÕES: FESTA DA DEMOCRACIA?

2 comentários:


O Brasil sempre esteve marcado por levantes incisivos em favor da edificação dos pilares de uma sociedade mais justa, equânime e dotada dos ideais de democracia pelo qual tanto lutamos e de que tanto dependemos.  O ato democrático sugere a participação efetiva do indivíduo enquanto agente postulante ativo da sociedade de que é parte elementar e ator mais importante.

Muitos legaram sua existência à emergência de uma sociedade primada nos valores éticos e morais que foram forjados como instrumentos decisivos para o fortalecimento dos princípios coletivos, plurais e de interesse comum da população, e tiveram ceifado o seu maior patrimônio, a vida. Somos órfãos de uma democracia piegas, insipiente, desprovida de fundamentos consistentes que a ponham em riste e assegurem aos seus filhos à primazia da soberana independência, plena das amarras do poder político que oprime, lesa, avilta e inibe qualquer dileção aos que se postam contrários aos que estão no controle da gestão e do poder, ente transitório, assistêmico e frágil em sua exiguidade.

Vendem-nos a democracia, sua luta e busca, como o primor maior de nossa classe política que cinge-se de seus princípios como a marca soberana das carências de nosso povo.
A letargia de um Estado burocrático e retraído em seus próprios entraves e contrassensos, essa é a marca indelével da incomum democracia brasileira, singular em suas premissas; plural e unanime em sua devassidão amoral.

Como nos folguedos interiorioranos, nossa estulta democracia esconjunta-se em cordões azul e encarnado, onde os de cá escarnam os de lá, e vice e versa. Essa é a cara do pensamento político brasileiro, essas são nossas ideologias, doentes e cegas de valores concretos e que cedem espaço às defesas intransigentes de nomes e não de projetos, grupos e não de um coletivo, de governos e não do Estado.

Ainda no interior do nordeste, permanecemos acometidos pelo vírus incurável da alienação e do desdenho, para mergulhar de cabeça nas malas que servem única e tão somente para acirrar ainda mais os ânimos, já exaltados, dos agentes envolvidos no processo. A festa da democracia mais parece um carnaval fora de época, regado à embriaguez alcoólica e ideológica de tantos que detestam política e amam a politicagem barata e torpe, típica dos nossos políticos de tarimba.

Democracia é edificar uma sociedade sobre pilares sólidos de probidade, é assegurar que todos tenham direitos e deveres legítimos segundo as regras que regem o Estado e o tornam austero e progressista, algo pouco contemplado por essas bandas do velho nordeste. Os coronéis se multiplicam, seus jagunços se enfieiram em trincheiras erguidas para combater tudo e todos que se postem contra os intentos de seus comandantes.

Mister se faz que conscientizemos a cada cidadão dos seus direitos e deveres, que festejar a democracia não implica em venerar semideuses criados nas brumas das sedes partidárias e dos estúdios e produtoras de marketing eleitoral, que ganham estupendas cifras nesses períodos para construírem legados de honestidade inverídica e histórias de abandono pessoal jamais observadas, enfim, nossos políticos são uma farsa como uma farsa é a nossa democracia, rica em futilidades e pobre, miserável em atitudes consistentes em favor da sociedade como um todo.


Prof. Ednaldo Jr.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Política Direto de Caruaru

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A Guerra Continua

 A batalha entre o PSB e o PT pernambucano está longe de ter um fim, corre o estado que o PT estuda a possibilidade de entrar na justiça contra o Governador Eduardo Campos e o PSB, a alegação é de que o governo vem usando propaganda institucional em “favor” do candidato Geraldo Júlio.
Você pagou com traição/ a quem sempre te deu a mão...”.


João aposta no seu passe na campanha de Recife

 O prefeito João da Costa está alheio à campanha do Senador petista Humberto Costa e tem mantido sua agenda administrativa, inaugurando obras e acompanhando ações promovidas pela gestão em todo o município. Correligionários de Costa têm afirmado que o prefeito está esperando o momento certo para entrar em cena, não se sabe se ao lado dos correligionários, entenda-se, Humberto Costa, ou apoiando outro postulante. Tudo dependerá de uma conversa entre JC e o ex-presidente Lula, em São Paulo.
Será que Lula emplaca essa?


Um por todos e todos por Humberto

O candidato a prefeito do recife pelo partido dos Trabalhadores, Humberto costa promoveu na tarde desta terça-feira, 24, uma reunião com as diversas vertentes do partido, surgidas com as disputas ocorridas nas prévias que indicaram o Senador como nome homologado pela legenda para disputar o pleito deste ano. HC tenta desarmar os espíritos dos contrários da sua postulação e lançá-los todos às ruas, numa grande militância petista.
Será que finalmente a bandeira da paz será hasteada no PT do Recife?

PT tenta nocaute em Eduardo e arresta PSB e PMDB no Congresso
Articulistas políticos cogitaram uma possível manobra da direção nacional do PSB para eleger o próximo presidente da Câmara dos Deputados, mas, a informação foi desmentida por integrantes do bloco socialista, que afirmam que a informação não procede, e mais, estaria sendo plantada por membros da cúpula petista, o objetivo? Colocar Campos numa saia justa com o PMDB nacional.
Será que conseguiram?


João Lyra e José Queiroz juntos?
  
 Mas foi num evento social onde estavam presentes o vice-governador João Lyra Neto e o Prefeito José Queiroz, ambos do PDT voltaram em Caruaru. Apesar do clima desconfortável ambos se cumprimentaram rapidamente.
Perto dos olhos e longe do palanque!


Em Caruaru, mais uma baixa na Frente Popular.

 Foi oficializada hoje mais uma baixa na Frente Popular de Caruaru. José Carlos Menezes (PT), que foi coordenador geral da campanha de Zé Queiroz à prefeitura de Caruaru em 2008, anunciou nesta terça-feira (24) que comandará a campanha do PSOL na Princesa do Agreste. O clima entre Zé Queiroz e Carlos Menezes não era dos melhores desde o final do ano passado e o petista foi o primeiro do seu partido a deixar o bloco governista. Menezes chegou a oferecer o seu nome para concorrer à prefeitura, mas foi preterido pelo PT em favor da proposta de reeleição de ZQ.
Estaria faltando ‘destreza’ à Zé para lidar com seus aliados?


Nas cabeças

  O Presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB) o Governador de Pernambuco Eduardo Campos está vibrando, pois de acordo com a pesquisa Datafolha sobre o desempenho dos prefeitos das maiores capitais do país e aferidos os seis primeiros, coube a liderança ao atual prefeito de Belo Horizonte (MG) Márcio Lacerda e a quarta colocação ao prefeito curitibano Luciano Ducci, ambos socialistas.
Eduardo tem um pé em 2012 e outro em 2014.



C’est-fini da coluna.

A saúde de Caruaru estaria mesmo na UTI?

*Por Ednaldo Jr.
Professor de Geografia, Sociologia e Atualidades em Pernambuco.
e na Paraíba e colunista dos Blogs Mala Política e do Campina Já.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Política Direto de Caruaru

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João da Costa e aliados fora da campanha de Humberto.
O atual prefeito de Recife e preterido pela executiva do Partido dos Trabalhadores no processo sucessório de 2012, João da Costa, não se enquadrou ao front de campanha do candidato indicado da legenda o Senador Humberto Costa. Ao seu lado, os deputados André Campos e Teresa Leitão pouco ou nada têm feito em favor da causa petista na capital pernambucana.
“Tô nem aí, tô nem aí...”.

Temer x Eduardo na corrida pro 2014.

O vice Presidente da República Michel Temer (PMDB) antecipou-se aos fatos e não tem poupado elogios ao desempenho administrativo da Presidente Dilma Rousseff (PT). A estratégia de Temer e assegurar a presença do partido na chapa petista que concorrerá ao pleito de 2014. Na ciumeira o Governador Eduardo Campos (PSB) vem correndo o Brasil para compor com partidos da base oposicionista em diversos municípios de médio e grande porte como Belo Horizonte, Fortaleza e o próprio Recife.
Lula não gostou.

O que dizem na grande imprensa?

Trecho do artigo da jornalista Eliane Catanhede, publicado nesta sexta-feira na Folha de S. Paulo sobre a crise PSB e PT: “Tão acusada de “não ser do ramo”, ela (Dilma) foi rápida e eficaz”. Chamou Temer numa segunda-feira para pedir ajuda em Belo Horizonte e, na terça, tudo estava resolvido: o PMDB retirou seu candidato, apoiou o petista Patrus e tornou a campanha mais equilibrada no Estado que, afinal, é o Estado natal da presidente.
O principal resultado dos movimentos e da ambição precoce de Eduardo Campos é que o PSB desceu e o PMDB subiu na avaliação de Dilma. Campos se afastou e Temer se aproximou mais dela.”
Mala Política, a credibilidade é a nossa marca.

Temer articula apoio à reeleição de Dilma, elogia Campos e se lança pré-candidato na chapa do PT.

O desenvolto Vice Presidente Michel Temer literalmente “grudou” na aba da Presidente Dilma Rousseff, a razão é simples; assegurar os mimos da chefe do executivo federal ao seu partido (PMDB) e a manutenção da aliança firmada em 2010 e estendida para 2014, além também de neutralizar o arquirrival o Governador Eduardo Campos (PSB), que tem acusado Temer e o PMDB de instigar atritos entre o Palácio do Planalto e o Campo das Princesas.
O muído é federal.

DEM pede impugnação da candidatura de Zé Queiroz com base na Lei da Ficha Limpa.

O Democratas, partido da candidata oposicionista Miriam Lacerda, impetrou uma ação no TER-PE um pedido de impugnação da candidatura à reeleição do atual prefeito José Queiroz (PDT). O pedido se baseia numa decisão que decorreu de uma ação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE) que compreendeu que na gestão de José Queiroz de 1993 a 1996, o programa Fala Prefeito foi usado pelo chefe do executivo caruaruense para fazer promoção pessoal e de terceiros. Queiroz foi condenado a devolver ao erário municipal 50% do valor pago para gerar o programa de rádio. Segundo a coordenação de campanha do prefeito, não há legalidade na pretensão do DEM e mesmo condenado, Zé Queiroz seria levado a pagar multa e não a perda da candidatura.
“O que será meu bom José...”.

Qual é a de Lícius?

O Presidente da Câmara Municipal de Caruaru, Lícius Cavalcante (PCdoB) não sabe mesmo o que quer, e de tanto ensaiar uma “valsa política”, tem perdido a credibilidade perante a população, a classe política e a imprensa. Desde sua indicação, em 2010, para a gestão do poder legislativo mirim da Capital do Interior  Lícius ensaiou uma postura independente da gestão municipal e do bloco de oposição, porém, o edil se perdeu no meio do caminho e após uma dezena de idas e vindas, que passaram até por uma tentativa frustrada do vereador à prefeitura de Caruaru. Depois de ter sua postulação rifada pela executiva estadual da legenda, agora corre o sério risco de não emplacar sua postulação à Câmara da princesa do Agreste.
Lícius perdeu as próprias rédeas.  

*Por Ednaldo Jr.
Professor de Geografia, Sociologia e Atualidades em Pernambuco
e na Paraíba e colunista do Mala Política

sexta-feira, 13 de julho de 2012

COLUNA POLÍTICA DIRETO DE CARUARU.

2 comentários:

(*)

O “muído” continua no Campo das Princesas.

Jantar indigesto...

 ...O ocorrido na noite desta segunda-feira, 09 de julho, entre a Presidente Dilma Rousseff e os Governadores de Pernambuco Eduardo Campos e do Ceará Cid Gomes, ambos do PSB. No cardápio a crise institucional gerada com os últimos acontecimentos envolvendo o PT e o PSB, especialmente nas cidades de Belo Horizonte, Fortaleza e Recife, onde entreveros locais levaram as duas legendas para campos opostos, motivando o PSB a firmar alianças com adversários veniais do petismo, entre eles os Senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).

A toda prova.

Um dia depois do encontro com Cid Gomes (PSB-CE) e Eduardo Campos (PSB-PE) Dilma se reuniu com o Vice-Presidente Michel Temer (PMDB) consagrando o partido de Temer como seu principal aliado em 2014. Com o gesto Dilma mata dois coelhos numa cajadada só; prestigia o PMDB por conta do imediato apoio à candidatura petista em Belo Horizonte ( diante do rompimento do PSB, como o feito em Recife) e desqualifica qualquer dúvida dos peemedebistas em relação a um possível favorecimento do Planalto ao PSB.

No gatilho.

Na presença do presidente nacional do PT, Rui Falcão, Dilma reafirmou o apoio do Planalto ao deputado potiguar Henrique Eduardo Alves (PMDB). Dilma responde na mesma moeda a decisão do Governador pernambucano em lançar nome próprio de seu partido ao governo municipal de Recife contra o candidato petista Humberto Costa, Senador eleito na chapa encabeçada por Eduardo Campos em 2010.

O que a gente disse?
A cada dia que passa, ficam mais evidentes as pretensões do Governador Eduardo Campos de compor uma chapa majoritária nas eleições presidenciais de 2014, e sabendo das poucas chances que teria com o Partido dos Trabalhadores, que vê no PMDB a sua menina dos olhos, Campos ensaia desde meados do ano passado sua migração para o campo das oposições.

O que dizem em Brasília.

 Nos bastidores do poder afirma-se que a debandada do PSB em Minas foi uma ação orquestrada entre Eduardo Campos e o Senador Mineiro Aécio Neves para alijar o Partido dos Trabalhadores da chapa que concorre à reeleição do Prefeito Márcio Lacerda (PSB) ao governo municipal de Belo Horizonte.

Motivações.

O que concorreu fortemente para essa decisão de Eduardo em ambicionar a vice-presidência numa coligação oposicionista foi o fato de a então candidata Dilma Rousseff compor com o PMDB, não contemplando a região nordeste em sua vice, indicando um paulista para o cargo, Michel Temer. Na concepção de Campos, uma possível chapa composta por um nome nordestino teria grandes chances de reverter o favoritismo petista na região que, em termos proporcionais, foi a que mais votos creditou à Dilma na eleição anterior.

O rugido de Ideli ecoa no Recife.

Ao passo em que a Presidente Dilma se articulava para os projetos futuros do PT e do PMDB, a Ministra das Relações Institucionais Ideli Salvatti clamava pela pronta adesão da militância petista do Recife na campanha de Costa afim de ‘derrotar’ o candidato de Eduardo Campos, Geraldo Júlio, escolhido ao apagar das luzes do período máximo das convenções que era 30 de julho.

As farpas de Júlio ao PT.

No ato de lançamento oficial da candidatura do PSB ao governo do Recife, o candidato Geraldo Júlio declinou do tom pacifista dos primeiros atos de campanha e soltou farpas contra os petistas pernambucanos, enumerando para os presentes o bloco de apoio angariado por ele entre senadores, deputados federais e estaduais, além de vereadores da capital pernambucana: "Eles estão todos unidos porque escolheram o caminho do bem, sem brigas. A nossa briga é só uma: brigar pelas melhorias do povo. Já passou o tempo de ficar brigando um com o outro para ver quem consegue isso ou aquilo para si, brigando para ver quem vai ser prefeito. A nossa briga é pelo povo! Por isso estamos unidos."

Aonde Júlio vai, Eduardo vai atrás...

No ato público da noite de quarta-feira, na Guabiraba, zona norte do Recife, o candidato Geraldo Júlio não pode contar com a presença do padrinho político o Governador Eduardo Campos, que estava em atividades do governo do estado, mesmo assim, Campos gravou vários vídeos de apoio à Júlio que serão usados nos eventos em que não poderá participar.
C’est-fini da coluna.

O ruído entre os Palácios do Planalto e do Campo das Princesas respingará no estado de Pernambuco?

*Por Ednaldo Jr.
Professor de Geografia, Sociologia e Atualidades em Pernambuco
e na Paraíba e colunista do Mala Política.



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